Pároco: Pe. Paulo César Pereira Dias

Outros Sacerdotes: Monsenhor Manuel Araújo; Pe. Bártolo Paiva Pereira (capelão da V.O.T.)

Orago: S. João Baptista

Festa da Paróquia: Solenidade da Natividade de S. João Baptista (24 de Junho – feriado Municipal)

Outras Festas: Santo Amaro (15 de janeiro); S. Sebastião (20 de janeiro); Srª da Guia (2 de fevereiro); Stº António (13 de Junho); S. Pedro (29 de Junho) S. Bento (11 de Julho); Srª do Carmo (16 de Julho); S. Lourenço (10 de Agosto); Stª Clara (11 de Agosto); S. Roque (16 de agosto); S. Bartolomeu (24 de Agosto); Srª da Lapa (8 de setembro); Srª do Rosário (7 de outubro); Srª do Socorro (21 de novembro); Stª. Catarina de Alexandria (25 de novembro); Stª Luzia (13 de dezembro).

Festas Móveis: S. João Bosco (dia 31 de janeiro ou sábado mais próximo deste dia); Solenidades da Quaresma e Semana Santa; Procissão de Cinzas (sem periodicidade definida); Sr. da Agonia (SSª. Trindade); Lausperene (véspera do SS. Corpo e Sangue de Cristo); Corpo de Deus (Domingo após a SSª Trindade, realizando-se a procissão dos Tapetes de Flores de quatro em quatro anos); Jubileu das Almas (Domingo de Novembro anterior da Cristo Rei).

Nota Histórica

A Paróquia de S. João Baptista de Vila do Conde é a instituição mais antiga da cidade. A primeira referência sólida à Comunidade Paroquial vem no “Censual” do séc. XI, onde a denominação aparece como “Sancto Johanne de Foze”. Este equívoco é desfeito nas Inquirições de 1258 onde a Paróquia é referida como "Parrochia Sancti Johannis de Villa do Conde", cujo padroeiro era o Mosteiro de Santa Maria de Guimarães. A Paróquia estava, então, sediada no Monte do Castro de S. João, onde se supõe ter existido um povoado pré-romano e, mais tarde, um castelo ou paço senhorial dos descendentes de D. Maria Pais Ribeiro, “a Ribeirinha”.
Em 1318, D. Teresa Martins (descendente da Ribeirinha) e seu marido D. Afonso Sanches fundam, no monte onde possuíam residência senhorial, o Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. Este facto alterou para sempre a história desta Paróquia. As freiras, donatárias de Vila do Conde, procuraram obter o padroado sobre a igreja Paroquial de S. João Baptista, o que conseguiram pela permuta com a igreja de Murça, sobre a qual tinham direitos.
No século XV, o porto do Ave fervilhava com a atividade comercial. O burgo expandia-se para as margens do Ave e era necessário criar um novo centro político e religioso. Daí se entendam as deliberações da Câmara em construir uma nova igreja, em substituição da antiga que se tornava exígua e deslocada do centro da comunidade vilacondense. O local para a construção da nova Igreja Matriz de Vila do Conde foi o campo de S. Sebastião, onde ainda hoje se encontra. Tal facto foi coadjuvado pela passagem pela Vila do Rei D. Manuel que, por carta datada de dezembro de 1502, expedida em Arrifana da Feira, se determinassem as dimensões e as formas de obtenção de receitas para a construção daquilo que se veio a confirmar ser um grandioso templo, de três naves e capela-mor. Era a maior igreja paroquial portuguesa do século XVI, título que perdeu, curiosamente, para a Igreja de Nosso Senhor dos Navegantes de Caxinas (paróquia resultante da desagregação de uma parcela de território da Paróquia de Vila do Conde). A confirmar o estatuto desta nova igreja e da sua Comunidade Paroquial, o Rei determinou a instituição de uma colegiada menor, composta de um Prior e quatro raçoeiros. Este é o motivo pelo qual o Pároco de Vila do Conde tem o título de Prior, ainda que a Colegiada tenha sido extinta no século XIX. A Igreja foi sagrada e aberta ao público em 1518.
Por esta igreja passaram grandes vultos da vida nacional – da política às artes. Na belíssima fonte batismal manuelina foram batizados Eça de Queirós (1845) e José Régio (1901).
Facto importante na vida Paroquial foi a anexação da Paróquia de S. Pedro de Formariz em 1867 e a desagregação de parte do território a norte (vizinho da Póvoa de Varzim), em 1944, dos lugares de Caxinas e Poça da Barca, com o qual se constituiu a Paróquia de Nosso Senhor dos Navegantes de Caxinas.
As exigências pastorais do século passado levaram o saudoso Rev. Prior Padre Porfírio Alves a arrematar em hasta pública o palacete de verão do Conde de Azevedo aos 31 de janeiro de 1938. A Casa da Ação Católica é hoje conhecida por Centro Paroquial Pe. Porfírio Alves, e é onde decorre toda a ação pastoral da Paróquia.
Em 1985 foi aberto na Sacristia da Confraria do Santíssimo Sacramento um Museu de Arte Sacra, que desde 2008 é gerido pela Paróquia.
Na atualidade, a Paróquia de São João Batista de Vila do Conde vive honrando o seu legado histórico, único em todo Arciprestado de Vila do Conde | Póvoa de Varzim, tanto a nível espiritual como temporal, visando a sua recuperação de modo a transmiti-lo às gerações vindouras com a mesma pujança e vigor eclesial.