Na sua longa tradição de quase dois séculos, o Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja, o que faz com que o A.O. seja uma enorme família de pessoas que diariamente oferecem o seu dia, no silêncio da oração e na profundidade espiritual das atividades quotidianas.

Tem como base a santificação da própria vida, através da relação pessoal com Jesus, que leva a uma atitude cristã de alegria e esperança no meio onde se vive e aberto às grandes intenções da Igreja e do mundo. 

Apesar de tradicionalmente se ter organizado em grupos, presentes em muitas paróquias, o Apostolado da Oração não é um movimento eclesial, nem pretende ser um organismo que exija uma filiação ou compromissos particulares. É, antes de mais, uma proposta de espiritualidade, transversal a qualquer idade, cultura, estado social ou pertença a movimentos católicos. 
Destina-se, por isso, a qualquer cristão que deseje viver mais profundamente a sua fé.


Como se vive esta proposta?

A espiritualidade do A.O. vive-se a partir de quatro propostas:

1. Oferecer diariamente, pela manhã, o dia que começa, pondo-se à disposição para que o Espírito Santo atue em cada momento do dia e leve à realização concreta dos valores do Evangelho.

2. Aprender a rezar, a criar intimidade com Deus, a viver no silêncio do coração a inspiração e a novidade do Evangelho para cada dia. Juntamente com isso, procura-se ainda formar a própria fé, dando inteligência dos mistérios e a capacidade de dialogar com as interrogações e desafios que hoje são postos à Igreja.

3. Alimentar uma profunda devoção à celebração da Eucaristia, como o Sacramento que resume e inspira a vida cristã, descobrindo nele a presença amorosa de Deus, na pessoa de Jesus e do seu Coração.

4. Viver unidos ao Santo Padre, na oração pelas intenções que pede mensalmente a todos os cristãos, saindo dos horizontes quotidianos e abrindo-se aos problemas da grande família humana.